Revista Diário - 29ª Edição
ARTIGO QtonAlencar E-mail: otonaracy@uol.com.br Desafios do novo presidente A partir de primeiro de janeiro o pre- sidente Bolsonaro deverá enfrentar muitos problemas na múltipla go- vernabilidade da Nação brasileira. Olegado que os governos antecedentes vão deixar para o novo Presidente continua como nun- ca antes mergulhado numa crise política, social e econômica provocada por uma cor- rupção sistêmica que estendeu seus tentá- culos aos poderes Legislativo e Executivo da República, provocando o descrédito de novos investimentos estrangeiros. Para compor, ainda, essa equação de desequilíbrio econômico, somemos ainda cerca de 12 milhões de desempregados e as contas do governo estimadas em um dé- ficit público bilionário para o ano que vem, que manieta a capacidade de investimen- tos do governo federal. Para se juntar a es- se emaranhado de problemas que Bolsona- ro deve enfrentar some aí a definição da nova política de reajustes do salário míni- mo, que tramita de um possível projeto de lei para fazer a reforma da previdência e a renovação ou não da intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro. De- verá ainda enfrentar a crise na educação brasileira, crise de refugiados no estado de Roraima, falta de recursos para a área da saúde, sem falar de respostas urgentes por questões de segurança. São problemas que não irão faltar. O novo presidente deverá surfar na po- ' ' Acorrupção no Brasil nos últimos anos esvaziou economicamente a Nação. Opaís deixou de ser um lugar economicamente confiável no clube das nações industrializadas. pularidade de um candidato eleito com sig- nificativo apoio popular, para aprovar os projetos que possam fazer o país retomar o caminho do desenvolvimento. A corrupção no Brasil nos últimos anos esvaziou economicamente a Nação. O país deixou de ser um lugar economicamente confiável no clube das nações industriali- zadas. A dívida interna que nos últimos 16 anos saltou de 306 bilhões de reais para quase 4 trilhões é um grande problema pa- ra o governo Bolsonaro. A dívida pública, como um touro bravo, não se deixou domi- nar na arena dos últimos governos. A Na- ção continua gastando mais do que arreca- da, fora as pautas bombas deixadas pelo antigo Legislativo. Onovo Presidente vai ter que reformar. Sabemos que essas ações são, por excelên- cia, impopulares, como por exemplo as re- formas da previdência e a tributária, que terão que ser feitas com a cooperação do Congresso, mas esse embate não será fácil. Secundariamente deverá seguir medidas estruturantes que irão dar suporte à cami- nhada do desenvolvimento. Vamos esperar que o presidente Bol- sonaro realize essas metas que espera- mos e desenrole o torvelinho no qual a Nação está envolvida para tirar o Brasil do estado de let argia e hibernação em que se encontra. Pastor da Igreja Assembleia de Deus, bioquímico, teólogo eadvogado Revista DIÁRIO - Edição 29 - 21
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