Revista Diário - 28ª Edição
Viver Bem Doutor José S6vlo S. Ferreira Médico hematologista especialista pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo com título de especialista pela ABHH(Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia eTerapia Celular) Saiba mais sobre Leucemia Mielóide Crônica Normal ..... ,,. ···~I~ .-,.-:~·'·· ..a· ... ... ~ !:1:1· 1· a= ••s • -. ~~~~ --·· Leucemia A Leucemia Mielóide Crônica (LMC) é uma doença clonal maligna caracterizada por uma excessiva proliferação da linhagem mielóide da medula óssea. Pode apresentar-se em Fase Crônica (FC), Fase Acelerada (FA) e Fase Elástica (FB) ou leucemia aguda, conforme o seu grau de diferenciação celular. A doença é asso- ciada a uma anormalidade citogenética específi- ca, o Cromossoma Philadelphia (Ph), que resulta de uma translocação recíproca entre os braços longos dos cromossomas 9 e 22, isto é, a t(9;22) e leva à formação de um novo gene leucemia-es- pecífico, o BCR-ABL, detectável por técnica de polymerase-chain-reaction assay (PCR). Com os tratamentos atuais, mais de 70% dos pacientes conquistam a remissão completa do mal (quando nos exames não consta mais ne- nhum sinal da doença). Os principais sintomas são: palidez, resultan- te de anemia; cansaço e mal-estar; desconforto no lado esquerdo do abdômen - o baço aumenta muito de tamanho; suor excessivo; perda de pe- so; hematomas. Esses sintomas são comuns a outras doenças hematológicas e infecciosas, por- tanto, é fundamental procurar um médico espe- cialista para uma avaliação criteriosa. É importante saber que o quanto antes a LMC for descoberta, melhor. O diagnóstico pre- Revista DIÁRIO - Edição 28 - 37 coce é fundamental para a obtenção de melhores respostas ao tratamento. Em muitos casos os pacientes são assinto- máticos e apresentam apenas alteração no he- mograma ao diagnóstico. O diagnóstico é feito pelo hematologista através de exames específi- cos como mielograma, biópsia de medula óssea, exames citogenéticos (cariótipo e em alguns ca- sos FISH) e ainda, o teste molecular de reação em cadeia da polimerase (PCR), utilizado para o diagnóstico e acompanhamento da doença. Ele mede, no sangue ou medula óssea, a quan- tidade do gene de fusão causador deste tipo de câncer, o BCR-ABL. Hoje, o tratamento para a LMC está muito avançado e a maior parte dos pacientes conquista a remissão completa (quando não consta mais si- nal da doença nos exames). Os chamados inibi- dores da tirosina quinase são uma grande revo- lução terapêutica para doenças oncohematológi- cas e hoje tornaram-se o tratamento padrão para este tipo de leucemia. Também chamados de te- rapia alvo, eles apresentam resultados cada vez mais promissores, pois combatem apenas as cé- lulas doentes e proporcionam uma vida normal aos pacientes, com poucos (ou sem) efeitos co- laterais. O médico hematologista é quem definirá qual a melhor opção terapêutica.
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