Revista Diário - 28ª Edição
Estudos apontam que aAmérica do Sul, onde se localiza oBrasil, está na rota de colisão, com possibilidade, também, de atingir aÁfrica, afetando diretamente oAmapá. Descoberto em julho de 2002, oNT7 tem potencial para destruir um continente inteiro. De acordo com cientistas que desde então fazem monitoramento do asteróide, amargem de erro vem diminuindo bastante nos últimos anos. m asteróide descoberto em julho de 2002 vem chamando a atenção de cientistas de todo o Pla- neta por causa do seu tamanho e da velocidade com que se encaminha em direção à Terra. Desde então, o NT7 vem sendo monitorado por vários países, inclusive os Estados Unidos (EUA), através da NASA (Agência Espacial Norte-Americana). A possibilidade de colisão com a Terra é real e está prevista para 1 de fevereiro de 2019, e se essa colisão de fato ocor- rer pelo menos um continente inteiro poderá ser des- truído. Um dos cientistas que estudam o asteróide, Benny Pei- ser, da Universidade John Moores, de Liverpool (Grã-Bre- tanha), diz-se impressionado com o potencial de destruição do NT7: "Trata-se do objeto mais ameaçador já encontrado no espaço", ressaltando que especialistas atri- buíram ao asteróide nota 0,06 na escala de grau de ameaça de Palermo. Os astrônomos estimam que o NT7 tenha dois quilô- metros de diâmetro e se choque com a Terra a uma velo- cidade de 28 quilômetros por segundo, o que causaria uma destruição sem precedentes desde a colisão do aste- róide responsável pela extinção dos dinossauros, e impac- taria mudanças climáticas radicais em todo o planeta, independentemente do local onde a colisão ocorrer. O asteróide foi visto pela primeira pelo Observatório Linear do Novo México (EUA) em 5 de julho de 2002. De acordo os estudos feitos até agora, o astro completa uma volta ao redor do Sol a cada 837 dias em uma órbita incli- nada. Apesar da grande velocidade com que ele se aproxima da Terra, há especialistas que defendem a tese de que a previsão da colisão pode ser modificada, como Donald Yeomans, do Laboratório de Propulsão da Nasa. "Podemos estar calculando uma diferença de dezenas de milhões de quilômetros em relação à posição do asteróide", avalia. Revista DIÁRIO - Edição 28- 31
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