Revista Diário - 17ª Edição
Revista DIÁRIO - Edição 17 - Ano 2016 - 60 Personalidade PADREPAULOROBERTO 25anosdedicado aosacerdócioeas eas causas sociais Enquanto cientistas de quase todo o planeta se concentramem pesquisas para o combate ao câncer, emMacapá umpadre concilia amissão sacerdotal coma prevenção e ajuda psicossocial ematerial aos portadores da doença: Paulo Roberto, cujo trabalho temsido reconhecido emtodo o país, rendendo-lhe premiações de vários segmentos, inclusive do Senado Federal, que lhe outorgou a Comenda de Direitos Humanos DomHelder Câmara. Irreverente e desapegado à qualquer vaidade e vinculação político partidária, Padre Paulo Roberto comemorou 25 anos de sacerdócio comuma homenagem, segundo ele próprio, “pra lá de singela”: a companhia de DomLuiz Soares Vieira, que celebrou a cerimônia de ordenação em1991. Ele é, até agora, o último amapaense ordenado padre pelo então bispo diocesano deMacapá. N a solenidade de entrega da mais alta condecora‐ ção do Legislativo brasileiro ao sacerdote, o sena‐ dor Davi Alcolumbre (DEM) assim o retratou: “Fa‐ ço minha homenagem especial ao querido amigo, com‐ panheiro, ao grande líder espiritual, que faz um belo tra‐ balho social no estado do Amapá, o nosso querido Padre Paulo Roberto, natural de Macapá, do meu estado do Amapá, fundador e ativo participante de movimentos afrodescendentes há mais de 14 anos. Atualmente, o Pa‐ dre Paulo preside o Instituto do Câncer Joel Magalhães, luta pelos direitos dos doentes de câncer e por atendi‐ mento e tratamento digno. Tive a honra de indicar e ver o nome dele consagrado pelo douto Conselho do Senado Federal, razão pela qual parabenizo todos os membros do Conselho pelas escolhas entre tantas personalidades merecedoras deste ínsigne prêmio, que é concedido a personalidades que relevantes serviços prestam na de‐ fesa dos direitos humanos no país”. Pe. Paulo Roberto iniciou os estudos na rede pública de ensino, no bairro doTrem, e ingressouno SeminárioMenor São Pio X, emMacapá. É graduado em Filosofia e Teologia e émestre emDireito Canônico; administrou as paróquias de Laranjal do Jari, Serra do Navio, São Pedro (Macapá) e atualmente se encontra à frente da Paróquia Jesus de Na‐ zaré. Ele ainda é presidente doTribunal Eclesiástico daDio‐ cese de Macapá e da Associação dos Presbíteros. O sacerdote fala comentusiasmo sobre o Ijoma: “O Ins‐ tituto é uma instituição sem fim lucrativo, e a grande novi‐ dade é ele não ser uma entidade caritativa, nem de assis‐ tencialismo social. Ele é uma instituição da sociedade civil organizada, e isso é o fundamental para colocar para a so‐ ciedade. Não somos atrelados à Igreja Católica ou qualquer outra denominação religiosa, nem à política, à ideologia, a sindicatos. O Ijoma nasceu por causa dasmazelas do Poder Público na área de saúde. Outra peculiaridade do Ijoma é que cerca de 80%dos voluntários são pessoas que perde‐ ram parentes por causa do câncer; pessoas que perderam marido, mulher, filho, irmã e amigos”. ● Texto: Ramon Palhares
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